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Culposo
Escrevi com a ponta de um lápis todos os meus defeitos, tudo aquilo que me aflige e não me deixar realizar-me, tudo aquilo que tenho e fere os outros, tudo aquilo que apaga meu brilho e me faz fosquear. Sem descanso escrevi por horas e horas, sem parar e sem sorrir e, quando acabei, vi que na ponta do lápis escorria um filete de sangue. Era minha omissão, morta nas verdades de um caderno, bem na frente dos meus olhos.
